um chacal – ligação ao deserto, à escuridão e ao caos. unido a um deus solar de cabeça de falcão
uma divindade
luz e ordem premeditada e consciente
“o alquimista ao manipular o caduceu de mercúrio realiza uma transmutação”
o acto
resplandece
e
o mago apodera-se do fogo…
a acção desenvolve-se
dissolve-se o Eu…
alcança-se a liberdade!…
“alguns os iniciados consideram trabalho demoníaco o processo de dissolução do Eu”

que se faça uma promessa, a de se querer mais… muito mais.
depois deixemo-nos dessas coisas – as de render tributo à imagem que julgamos que é a que esperam os demais… é esse o percurso – o nosso – foi isso que experimentámos nestas acções

de resto…
tranquilo
e
não permitas que apaguem as luzes
NOTA: imagens da acção de mandrágora em edita2012 (gonçalo mattos e manuel a. sousa)
é à “deriva” por imagens (que nos apropriamos e subvertemos) que responderemos com o novo projecto em processo. é à “deriva” por sítios – muitas vezes duvidosos – que pescamos situações… trazemo-las para o laboratório de pesquisa e “reciclagem” – para as devolvermos ao quotidiano
os surrealistas baseavam suas atividades no encontro casual, nos movimentos e atracções irracionais do inconsciente. os situacionistas, porém, apontam um caráter mais urbano e objectivo da deriva. logo, o acaso não teria tanta força… porquê acontecimentos ditos “fortuitos”, cujas leis não estão muito explícitas… ???
entre os diversos procedimentos situacionistas, a deriva apresenta-se como uma técnica de passagem rápida por ambientes variados.
“O conceito de deriva está indissoluvelmente ligado ao reconhecimento de efeitos de natureza psicogeográfica e à afirmação de um comportamento lúdico-construtivo, o que o torna absolutamente oposto às tradicionais noções de viagem e de passeio” (DEBORD, 1958. In: JACQUES, 2003, p. 87).